Já dizia Vinicius, naquele clichê que não é clichê por acaso: "A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida."
O momento em que tudo parece estar certo, mas, como se trata da vida, pode-se esperar que aconteça de tudo. A vida te proporciona todas as sensações possíveis em poucas semanas. E pode te proporcionar nenhum sentimento por tempo indeterminado. Muito louco, não? A relação vida-sentimento é uma montanha-russa: ela tá ali no mesmo lugar, no ponto fixo - pra sempre - mas dentro dela há a troca constante de pessoas e muito, mas muito movimento. Por isso, "sentir" é muito profundo, ao passo que as sensações são mutáveis e, o sentimento, único.
Conforme a vida vai passando, vai te mostrando que o que estava errado tem conserto, mesmo que ele seja "usar o erro para o acerto do futuro". Você desperta, acorda: começa a enxergar que você precisa sair do que não é você, do que as pessoas acreditam que é você, que precisa ser você. Perder sua essência é praticamente proibido e, se você estiver a ponto de cometer esse erro fatal, torça para que te façam acordar: alguém, ou alguma força maior.
Mais dois clichês lindos e cheios de verdade: Nada é por acaso e tudo acontece no tempo certo. A força maior vai interferir no momento em que você mais precisa enxergar.
Por enquanto isso é tudo. Tudo é ao mesmo tempo. E só o que vai ser da vida, ela mesmo dirá. Mas só depois.
"E eu aqui vou cantar sua morte, sua vida, seu retrato sem cor, seu recado sem voz"
quinta-feira, 20 de junho de 2013
domingo, 31 de março de 2013
ambiguidades
às vezes as ambiguidades se tornam tão frequentes no meu dia-a-dia que minhas forças acabam. sei que não há culpa maior, mas também não tenho que sofrer com isso. por serem frequentes, penso que podem ser de propósito ou, pior, sem pensar. quando se diz algo e se faz outro, é estranho, porém não posso julgar. um dia pode, no outro não. ou um dia não pode e no outro sim. comigo pode, com o outro não, mas depois com o outro pode e comigo não. pelas ambiguidades tomarem conta de mim, eu resolvo não me preocupar mais com elas, porque sei que não são propositais, mas, porém, contudo e todavia elas existem - e poderiam não existir.
confusão e compreensão;
sofrimento e ignorância.
ambiguidade.
confusão e compreensão;
sofrimento e ignorância.
ambiguidade.
sábado, 29 de dezembro de 2012
A vida sem cor
A vida sem cor é um mistério.
A vida sem cor é sem samba, é sem bossa, sem música ao olhar uma paisagem.
A vida sem cor é sem risadas, sem amigos, sem curtição.
É sem leveza.
A vida sem cor é sem paisagem, não tem cenário. Não tem brilho, não tem olhares com intenções.
A vida sem cor é também estar preso e não conseguir sair, é só ver um lado, é sem paixão.
A vida sem cor é não ter planos, é não querer.
É preta e branca, sem possibilidades.
A vida sem cor é viver a fim de que?
A vida sem cor é tensão. Preocupação. Sombrancelhas franzidas. É intolerância, é impaciência.
A vida sem cor é sem família, é sem compartilhar.
A vida sem cor não pode ser pra sempre. E nem pra agora.
A vida sem cor não é merecida por ninguém, nem por mim.
A vida sem cor é não se importar, é não sair pra ver o que há. É não se movimentar. É esperar pra ver.
A vida sem cor é não cantar, é não berrar, é não estar feliz.
A vida sem cor é não notar os detalhes, é onde se perde a gentileza. É sem humor.
É preciso mudar. É preciso de cor.
A vida sem cor é não viver.
A vida sem cor é sem samba, é sem bossa, sem música ao olhar uma paisagem.
A vida sem cor é sem risadas, sem amigos, sem curtição.
É sem leveza.
A vida sem cor é sem paisagem, não tem cenário. Não tem brilho, não tem olhares com intenções.
A vida sem cor é também estar preso e não conseguir sair, é só ver um lado, é sem paixão.
A vida sem cor é não ter planos, é não querer.
É preta e branca, sem possibilidades.
A vida sem cor é viver a fim de que?
A vida sem cor é tensão. Preocupação. Sombrancelhas franzidas. É intolerância, é impaciência.
A vida sem cor é sem família, é sem compartilhar.
A vida sem cor não pode ser pra sempre. E nem pra agora.
A vida sem cor não é merecida por ninguém, nem por mim.
A vida sem cor é não se importar, é não sair pra ver o que há. É não se movimentar. É esperar pra ver.
A vida sem cor é não cantar, é não berrar, é não estar feliz.
A vida sem cor é não notar os detalhes, é onde se perde a gentileza. É sem humor.
É preciso mudar. É preciso de cor.
A vida sem cor é não viver.
sábado, 13 de outubro de 2012
Eu sou o valor das coisas simples
de todos os espaços, encontrar o meu é uma sensação única. se eu o vejo e, melhor e mais, o reconheço, me reconheço como um todo. o reconhecer, pra mim, é: perceber que entrei em contato novamente (depois de muito, mas muito tempo) com a minha essência através do que a desperta. havia esquecido do que fazia ela despertar e, finalmente, reencontrei o caminho.
a vida é feita das menores coisas, pois são elas que despertam e fazem as maiores florescerem. o foco precisa ser no pequenino, no detalhe. senão, é capaz de nos perdemos no vasto.
porém o vasto ainda é rico, só que é preciso de um caminho até ele, que é através do átomo, do simples, do visível aos olhos... do concreto.
a certeza de si mesmo é a força necessária para o movimento do externo. então, basta encontrá-la (ou reconhecê-la, como fiz, pois já a havia achado), seguir com o coração no seu próprio chão, no seu próprio terreno, e, com os pés onde suas escolhas devam te levar.
a paz interior se torna, então, a felicidade nos mundos.
um até breve.
a vida é feita das menores coisas, pois são elas que despertam e fazem as maiores florescerem. o foco precisa ser no pequenino, no detalhe. senão, é capaz de nos perdemos no vasto.
porém o vasto ainda é rico, só que é preciso de um caminho até ele, que é através do átomo, do simples, do visível aos olhos... do concreto.
a certeza de si mesmo é a força necessária para o movimento do externo. então, basta encontrá-la (ou reconhecê-la, como fiz, pois já a havia achado), seguir com o coração no seu próprio chão, no seu próprio terreno, e, com os pés onde suas escolhas devam te levar.
a paz interior se torna, então, a felicidade nos mundos.
um até breve.
terça-feira, 10 de abril de 2012
Cadê?

É, logo eu perguntando isso. Sempre fui rodeada deles, mas agora os perco de vista.
Me pergunto se sou eu, se são eles, se é o tempo ou tudo junto.
Aquelas dúvidas podem estar adormecidas. Nunca morrem.
Quando reacendem, atravessam minha mente como a ventania da estação...
O tempo passou e elas permaneceram. Enquanto aquietaram, a vida correu, laços se estreitaram e outros se enfraqueceram.
Laços enfraquecidos, agonia. Agonia por não ter controle sobre o tempo e sobre cada momento não compartilhado com eles.
O que será? Aqueles e aquelas que sempre moraram no meu coração, do lado esquerdo e em cima. Confidência, exclusividade, olhos nos olhos.
A amizade e a compreensão mútua me movem desde criança. Sem elas, não existo. Confesso que perdi grande parte da minha personalidade; já nem uso mais as mesmas roupas.
Sobre como conviver com essa falta ainda precisarei refletir... Até o fim, eu não posso.
Sei do buraco no meu peito e, mutuamente - e ironicamente -, da aproximação de pessoas que cada vez menos têm a ver comigo.
Estou perto de quem não me quer tão bem e longe das que eu mais amo.
Espero que alguém jogue bastante terra para ele tampar.
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
O frio nem sempre é exagero...

O tempo ruim sinaliza.
As folhas já não são as mesmas.
Os galhos, frágeis e atados aos trocos enraizados.
O cinza recomeça e as nuvens são uma só...
O vento esperado chega sem espanto, porém é demorado.
O chão frio com a esperança de dias coloridos!
Quem passa por ali pela primeira vez?
E quem retorna?
O retorno ao sentimento é pior do que nunca antes ter lidado com ele...
Aqueles que sentem novamente passam pelo caminho cinza com a culpa de um dia ter ido ao encontro daquelas árvores.
Mas como não voltar?
Como não achar que o retorno faz parte da sua própria insistência?
Cadê aquele que sempre esteve com você nas caminhadas geladas?
Nas caminhadas quentes, corriqueiras, sorridentes e frígidas também.
O que aconteceu com ele? Ou com você?
De repente tudo parece pontual e simples... Meia volta pra casa.
A minha casa é quente e, o melhor: Lá estou eu.
Voltem sempre pras suas casas... É lá que está quem importa primeiro: Você.
domingo, 22 de janeiro de 2012
Que Rei sou eu?

Essas últimas semanas estão me fazendo enxergar muitas coisas que já enxerguei, mas por algum motivo, as esqueci. Sabe quando certos acontecimentos se encaixam com outras conversas que se encaixam com um texto que você lê sem querer? Pois é. Isso tudo aconteceu comigo e me fez voltar a sentir um pouco do que eu já fui. Do que eu já pensei.
Cheguei a algumas conclusões, mas a que com certeza eu vou levar pra frente é essa aqui: Não posso achar que ter boa intenção basta. Claro que só ter a intenção não basta mesmo. Mas mesmo a expressando, que por acaso é uma das coisas que mais faço, algumas pessoas não a percebem. E se percebem, não a priorizam. E o mais interessante de toda odisseia é que, essas pessoas, são as que eu mais amo.
Sabe... Sou puro amor e pura compreensão. Generosidade não me falta. Sem falar de paciência. Sou inteiramente pro outro que amo... E perdoo. E repenso. E refaço. Me reinvento a cada momento em que não agrado.
Mas porque não agrado? Além da minha intenção, tem o meu amor e meus atos. Isso não
conta? Será que as pessoas se acostumaram com a minha extrema compreensão?
Talvez seja isso.
Mas já estou sem alguma paciência.
Um até.
domingo, 15 de janeiro de 2012
Mudar
Mudar.
Mudar pra que? Pra quem? Pra você, pro outro, pro mundo? E se mudar pro outro também significa mudar pra você?
Essa é uma questão que parte unica e exclusivamente de dentro. As forças internas vão ser acionadas e exploradas até quando elas se esgotarem, pois, forças acabam. Agora resta esperar pra ver se, quando elas acabarem, ainda vai sobrar um pouco de essência e personalidade.
Se não for quem eu sempre fui mas isso passar despercebido pelo fato da mudança ter me trazido coisas positivas, muito bem. Mas se não, ou eu volto a ser como antes, ou... Volto a ser como antes.
Mudar nunca ê fácil pois muitas vezes a cultura não permite. A cultura é formada pelo meio em que se vive, pelos genes e pelos caminhos que formam as opiniões. Logo, o que é "mudar" pra você? Mudar de genes acho que não dá... E nem de história. Vamos de caminhos.
Um beijo e boa sorte.
Mudar pra que? Pra quem? Pra você, pro outro, pro mundo? E se mudar pro outro também significa mudar pra você?
Essa é uma questão que parte unica e exclusivamente de dentro. As forças internas vão ser acionadas e exploradas até quando elas se esgotarem, pois, forças acabam. Agora resta esperar pra ver se, quando elas acabarem, ainda vai sobrar um pouco de essência e personalidade.
Se não for quem eu sempre fui mas isso passar despercebido pelo fato da mudança ter me trazido coisas positivas, muito bem. Mas se não, ou eu volto a ser como antes, ou... Volto a ser como antes.
Mudar nunca ê fácil pois muitas vezes a cultura não permite. A cultura é formada pelo meio em que se vive, pelos genes e pelos caminhos que formam as opiniões. Logo, o que é "mudar" pra você? Mudar de genes acho que não dá... E nem de história. Vamos de caminhos.
Um beijo e boa sorte.
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
então eu volto...
então eu volto para as minhas lágrimas,
debaixo do travesseiro
o quente dos meus olhos é reflexo da agonia no meu peito
que não vai embora
só quando chega a consciência
trazida por outrem
junto com a paciência que preciso
para não ir além.
até o tempo me encontrar,
não há fôlego mais
quero ser rainha de mim,
quero paz.
debaixo do travesseiro
o quente dos meus olhos é reflexo da agonia no meu peito
que não vai embora
só quando chega a consciência
trazida por outrem
junto com a paciência que preciso
para não ir além.
até o tempo me encontrar,
não há fôlego mais
quero ser rainha de mim,
quero paz.
sábado, 8 de outubro de 2011
O Desafio e a Proteína

Pra mim, um desafio está para uma pessoa assim como um aminoácido está para um receptor de RNA. Sacam?
Cada pessoa tem o seu desafio! Eterno, constante e difícil de ser ultrapassado. Tipo um karma.
Enquanto eu fico mirabolando estratégias para vencer o meu desafio-mór, outros o tiram de letra.
Não é algo tão complexo assim: É simplesmente porque as pessoas são diferentes e têm necessidades diferentes... pois seus DNAs são diferentes.
Mas que é engraçado o mesmo problema afetar pessoas em graus exatamente opostos, é.
Continuo por aqui.
Assinar:
Postagens (Atom)