segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

O frio nem sempre é exagero...


O tempo ruim sinaliza.
As folhas já não são as mesmas.
Os galhos, frágeis e atados aos trocos enraizados.

O cinza recomeça e as nuvens são uma só...
O vento esperado chega sem espanto, porém é demorado.
O chão frio com a esperança de dias coloridos!

Quem passa por ali pela primeira vez?
E quem retorna?

O retorno ao sentimento é pior do que nunca antes ter lidado com ele...
Aqueles que sentem novamente passam pelo caminho cinza com a culpa de um dia ter ido ao encontro daquelas árvores.
Mas como não voltar?
Como não achar que o retorno faz parte da sua própria insistência?

Cadê aquele que sempre esteve com você nas caminhadas geladas?
Nas caminhadas quentes, corriqueiras, sorridentes e frígidas também.
O que aconteceu com ele? Ou com você?

De repente tudo parece pontual e simples... Meia volta pra casa.
A minha casa é quente e, o melhor: Lá estou eu.

Voltem sempre pras suas casas... É lá que está quem importa primeiro: Você.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Que Rei sou eu?


Essas últimas semanas estão me fazendo enxergar muitas coisas que já enxerguei, mas por algum motivo, as esqueci. Sabe quando certos acontecimentos se encaixam com outras conversas que se encaixam com um texto que você lê sem querer? Pois é. Isso tudo aconteceu comigo e me fez voltar a sentir um pouco do que eu já fui. Do que eu já pensei.

Cheguei a algumas conclusões, mas a que com certeza eu vou levar pra frente é essa aqui: Não posso achar que ter boa intenção basta. Claro que só ter a intenção não basta mesmo. Mas mesmo a expressando, que por acaso é uma das coisas que mais faço, algumas pessoas não a percebem. E se percebem, não a priorizam. E o mais interessante de toda odisseia é que, essas pessoas, são as que eu mais amo.

Sabe... Sou puro amor e pura compreensão. Generosidade não me falta. Sem falar de paciência. Sou inteiramente pro outro que amo... E perdoo. E repenso. E refaço. Me reinvento a cada momento em que não agrado.
Mas porque não agrado? Além da minha intenção, tem o meu amor e meus atos. Isso não
conta? Será que as pessoas se acostumaram com a minha extrema compreensão?
Talvez seja isso.

Mas já estou sem alguma paciência.

Um até.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Mudar

Mudar.
Mudar pra que? Pra quem? Pra você, pro outro, pro mundo? E se mudar pro outro também significa mudar pra você?
Essa é uma questão que parte unica e exclusivamente de dentro. As forças internas vão ser acionadas e exploradas até quando elas se esgotarem, pois, forças acabam. Agora resta esperar pra ver se, quando elas acabarem, ainda vai sobrar um pouco de essência e personalidade.
Se não for quem eu sempre fui mas isso passar despercebido pelo fato da mudança ter me trazido coisas positivas, muito bem. Mas se não, ou eu volto a ser como antes, ou... Volto a ser como antes.

Mudar nunca ê fácil pois muitas vezes a cultura não permite. A cultura é formada pelo meio em que se vive, pelos genes e pelos caminhos que formam as opiniões. Logo, o que é "mudar" pra você? Mudar de genes acho que não dá... E nem de história. Vamos de caminhos.

Um beijo e boa sorte.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

então eu volto...

então eu volto para as minhas lágrimas,
debaixo do travesseiro
o quente dos meus olhos é reflexo da agonia no meu peito
que não vai embora

só quando chega a consciência
trazida por outrem
junto com a paciência que preciso
para não ir além.

até o tempo me encontrar,
não há fôlego mais
quero ser rainha de mim,
quero paz.

sábado, 8 de outubro de 2011

O Desafio e a Proteína



Pra mim, um desafio está para uma pessoa assim como um aminoácido está para um receptor de RNA. Sacam?
Cada pessoa tem o seu desafio! Eterno, constante e difícil de ser ultrapassado. Tipo um karma.
Enquanto eu fico mirabolando estratégias para vencer o meu desafio-mór, outros o tiram de letra.
Não é algo tão complexo assim: É simplesmente porque as pessoas são diferentes e têm necessidades diferentes... pois seus DNAs são diferentes.
Mas que é engraçado o mesmo problema afetar pessoas em graus exatamente opostos, é.

Continuo por aqui.

domingo, 14 de agosto de 2011

Intuição versus Palavras

Crer nas palavras, na história e na sutileza dos fatos pode ser incrivelmente menor perto do crer na intuição.
É o instante em que a certeza do pressentimento ultrapassa a da razão.

A única saída é continuar pensando.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Retrovisor

"Pelo retrovisor enxergamos tudo ao contrário... Letras, lados, lestes
O relógio de pulso pula de uma mão para outra e na verdade nada muda.
A criança que me pediu dez centavos é um homem de idade no meu retrovisor
A menina debruçando favores toda suja
É mãe de filhos que não conhece
Vendeu-os por açúcar, prendas de quermesse

A placa do carro da frente se inverte quando passo por ele
E nesse tráfego acelero o que posso
Acho que não ultrapasso, e quando o faço, nem noto. O farol fecha...

Outras flores e carros surgem em meu retrovisor
Retrovisor é passado
É de vez em quando... do meu lado. Nunca é na frente. É o segundo mais tarde, próximo, seguinte
É o que passou e muitas vezes ninguém viu
Retrovisor nos mostra o que ficou, o que partiu
O que agora só ficou em pensamento

Retrovisor é mesmice em dia de trânsito lento.
Retrovisor mostra meus olhos com lembranças mal resolvidas
Mostra as ruas que escolhi, calçadas e avenidas.

Deixa explícito que se vou pra frente, coisas ficam para trás
A gente só nunca sabe... que coisas são essas"

Amem - O Teatro Mágico

terça-feira, 21 de junho de 2011

domingo, 12 de junho de 2011

Receita - Parte 2

Olha ela aí! Demorou, mas chegou.
Demorou não por escolha, mas porque não pude prever quando eu iria conseguir acabar a execução desta difícil receita. Pra falar a verdade, eu nem sabia se ia acabar um dia.

Relembrando:
1- Não insistir (leia-se: não perguntar nada a alguém mais de uma vez).
2- Não esperar muito das pessoas (principalmente que elas sejam iguais a mim).
2.1- Tentar entender o porque delas não serem iguais a mim.
3. Parar de tentar agradar 24hrs por dia.
4. Não criar expectativas altíssimas em relação a tudo que faço.

Todos os passos seguidos. Alguns já totalmente completos e outros em andamento. O que importa é que cheguei em algum lugar.
Nesse tempo aprendi a ser assim sem mudar o meu próprio jeito, o que era o meu maior desafio e ao mesmo tempo o meu maior desejo. Não mudei e nem virei outra pessoa, até porque não queria isso de jeito algum; mas fiz uma moldura minha pra usar quando for preciso e está dando certo, acreditem se quiser!

Confesso que foi/está sendo difícil, mas descobri o segredo da excelência do meu resultado: Cultivar a minha auto-estima. Era exatamente isso de que eu estava precisando! Vide meu último post.

Quando você se olha primeiro é possível enxergar o que há de incrível em você mesmo, e é exatamente disso que você precisa pra sair pelo mundo afora. O trabalho de construção começa internamente, como uma preparação de defesa com direito a munição e armamento. Depois disso a segurança te transforma em alguém preparado pra qualquer reação externa.

Atenção: Não estou falando de egoísmo, e sim de ego.

Foi assim que eu aprendi a viver... e é assim que pretendo continuar: Me achando e me jogando no mundo, pois quem vive somente pra si não é ninguém. E quem vive somente pro outro e pro que está lá fora, também.

Vamos viver! E até mais.

domingo, 29 de maio de 2011

Para não quebrar a tradição.

Dia 29 de maio, 23:19h. Ainda dá tempo de escrever algo.
Não pensei em algo antes de vir pra cá, só quero não quebrar a tradição de um post a cada mês. Mas é claro que se entrasse aqui ia ter alguma ideia. Esse blog é minha casa.

Poderia escrever sobre a Receita - Parte 2. Mas isso vai ficar pra próxima, visto que ainda tenho que elaborar as minhas conclusões.
Vou falar de mim. Estou precisando muito disso.

A sensação que eu tenho é que eu mudei demais em pouco tempo. Mudar é algo muito forte... Então não sei se me encontrei, se me adaptei ou se me conheci. É difícil definir.
Olha que engraçado: Há uns anos eu tinha certeza de que aquela era eu. Pensamentos, jeito, diálogos. Crítica, ousadia e muito rock. E pelo contrário, eu era a única que não idealizava o meu futuro. Todas as minhas amigas já tinham os nomes das suas filhinhas e filhinhos, já sabiam onde iriam morar e com o modelo de homem que iriam casar. Eu, sinceramente, cagava baldes pra isso. Queria mesmo era pensar no hoje... Isso me agradava. Escolher a roupa só meia-hora antes de sair; preferir andar de ônibus do que de carro; usar minhas roupas "estou nem aí pra você"; ir ao cinema sozinha uma vez por semana e ouvir muito CBJR 1998 com RHTP e Nirvana.

Hoje... Hoje me pego em situações em que penso: "Gente, eu nunca preferi isso!" E me pergunto o porquê de ter certeza com quem eu vou casar e da onde vou morar. Do que vou fazer da vida, de qual vai ser a minha filosofia e quais lugares que vou frequentar.
Minha essência eu não perdi, porque isso não se perde.
De repente o que houve foi uma questão de aprendizado e de amadurecimento. Mesmo tendo um pouco da sensação de que eu regredi a algum estado. Às vezes sinto vontade de voltar àquela inocência e ao simples fato de querer viver aquele minuto ligando o foda-se pra quem estivesse do meu lado. Eu era mais eu. Eu me importava tanto comigo, que hoje eu tenho ciúmes do tempo com a minha antiga pessoa.

Pode ser pelo fato de que eu tirava muitas horas do dia só pra mim, pra me conhecer e curtir comigo mesma. Será?
Será que eu me amava mais? Ou será que ainda não descobri que me amo mais do que antes?
Vou refletir.
Obrigada por ler.